Últimas
O banco precisa avisar antes de cobrar a anuidade do cartão?Por que o banco parcela a fatura do cartão sem o cliente pedir?Posso cancelar um cartão de crédito mesmo com compras parceladas em aberto?Pode cobrar anuidade de um cartão de crédito que nunca foi desbloqueado?Após separação, mulher descobre cobranças por móveis comprados pelo ex-companheiro e teme negativação: dívida do casal é sempre dividida?O banco pode enviar cartão de crédito que o consumidor nunca pediu?Como descobrir se existem chaves Pix cadastradas no seu CPF sem você saber?Como transferir uma chave Pix para outro banco sem perder o cadastro?Pix foi debitado, mas não chegou ao destinatário: o que fazer?Como cancelar uma autorização de Pix Automático no aplicativo do banco?O banco precisa avisar antes de cobrar a anuidade do cartão?Por que o banco parcela a fatura do cartão sem o cliente pedir?Posso cancelar um cartão de crédito mesmo com compras parceladas em aberto?Pode cobrar anuidade de um cartão de crédito que nunca foi desbloqueado?Após separação, mulher descobre cobranças por móveis comprados pelo ex-companheiro e teme negativação: dívida do casal é sempre dividida?O banco pode enviar cartão de crédito que o consumidor nunca pediu?Como descobrir se existem chaves Pix cadastradas no seu CPF sem você saber?Como transferir uma chave Pix para outro banco sem perder o cadastro?Pix foi debitado, mas não chegou ao destinatário: o que fazer?Como cancelar uma autorização de Pix Automático no aplicativo do banco?

Deputado Leo Prates defende exceção na PEC 6×1 para salários acima de R$ 16 mil

Leo Prates defendeu na Câmara que, na PEC 6x1, quem ganha acima de R$ 16 mil não tenha limite de jornada, enquanto o teto cai para 40h.

Imagem gerada por IA — PEC 6x1 limite de jornada acima de R$ 16 mil

O deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata do fim da escala 6×1, defendeu nesta quarta-feira que trabalhadores com salário acima de R$ 16 mil não tenham limite de jornada. A PEC propõe reduzir a carga horária máxima semanal de 44 para 40 horas, o que, para o relator, permitiria jornada superior nesse grupo.

PEC da escala 6×1 fixa redução de 44 para 40 horas, com exceção por salário

Atualmente, a carga horária máxima semanal é de 44 horas. Pelo texto discutido na PEC, o limite passaria para 40 horas. Com a proposta defendida por Leo Prates, trabalhadores que recebem acima de R$ 16 mil poderiam ter uma jornada acima do novo teto.

Prates afirmou que a proposta pretende criar um mecanismo para “trazer para dentro da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)” quem ganha acima de R$ 16 mil. O objetivo declarado é reduzir a pejotização, prática em que o trabalhador é contratado como pessoa jurídica (PJ) em vez de empregado com vínculo formal.

Relator diz que grupo acima de R$ 16 mil teria direitos da CLT

Segundo o relator, esses trabalhadores teriam vantagens e direitos equivalentes aos de quem é contratado com carteira assinada, incluindo FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), 13º salário e cobertura previdenciária.

Prates também sustenta que o Estado deve priorizar regras para trabalhadores que ganham menos ao estabelecer o limite da nova jornada. Para ele, a preocupação deve ser maior sobre quem permanece na escala 6×1, que, conforme afirmou, é majoritariamente composta por mulheres e por pessoas com renda mais baixa.

Argumento é que exceção atingiria 2,5% da massa de trabalhadores; regra seria especial

O parlamentar apontou que, nas relações em que se enquadram trabalhadores com remuneração acima de R$ 16 mil, estariam os segmentos com menor assimetria. Ele disse que esse valor corresponde a duas vezes o teto do INSS e que o universo representa 2,5% da massa de trabalhadores no Brasil. Prates citou ainda que a média salarial no país é de R$ 3.720.

Ao defender que esse grupo ficaria fora do limite de jornada, com regra específica, o relator afirmou que a exceção não abrangeria funcionários públicos.

Relatório deve ser apresentado na segunda-feira com parâmetros constitucionais

Leo Prates afirmou que ainda não há definição sobre se a possibilidade de exceção para salários acima de R$ 16 mil vai entrar no relatório. O texto do relatório, segundo o parlamentar, deverá ser apresentado na próxima segunda-feira.

O relator explicou que o relatório irá trazer parâmetros a serem incluídos na Constituição e não entrará em detalhes. Em sua fala, Prates citou como pontos considerados fundamentais: “40 horas, dois dias de folga, sem redução salarial e o fortalecimento da convenção coletiva”.

De acordo com relatos de governistas, essa possibilidade de exceção teria apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também há registro de que, para o governo, a ideia teria sido recebida com estranheza, e que a primeira vez que o tema foi levado ao Executivo teria ocorrido em reunião na terça-feira entre o relator, Motta, parlamentares governistas e os ministros José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho).

Com o relatório previsto para a próxima segunda-feira, a inclusão — ou não — da exceção defendida por Leo Prates será determinante para como a PEC tratará o limite de jornada para quem recebe acima de R$ 16 mil.

O Smart Jur é um portal de notícias jurídicas que acompanha as decisões do STF e do STJ, as mudanças na legislação e os temas que afetam o dia a dia do cidadão e dos profissionais do Direito: previdenciário, civil, trabalho, tributário, consumidor, trânsito, penal e Exame da OAB. Os conteúdos são produzidos com base em fontes oficiais, em linguagem clara e acessível. Saiba mais sobre o Smart Jur ou fale com a redação.
Sair da versão mobile