Últimas
O banco precisa avisar antes de cobrar a anuidade do cartão?Por que o banco parcela a fatura do cartão sem o cliente pedir?Posso cancelar um cartão de crédito mesmo com compras parceladas em aberto?Pode cobrar anuidade de um cartão de crédito que nunca foi desbloqueado?Após separação, mulher descobre cobranças por móveis comprados pelo ex-companheiro e teme negativação: dívida do casal é sempre dividida?O banco pode enviar cartão de crédito que o consumidor nunca pediu?Como descobrir se existem chaves Pix cadastradas no seu CPF sem você saber?Como transferir uma chave Pix para outro banco sem perder o cadastro?Pix foi debitado, mas não chegou ao destinatário: o que fazer?Como cancelar uma autorização de Pix Automático no aplicativo do banco?O banco precisa avisar antes de cobrar a anuidade do cartão?Por que o banco parcela a fatura do cartão sem o cliente pedir?Posso cancelar um cartão de crédito mesmo com compras parceladas em aberto?Pode cobrar anuidade de um cartão de crédito que nunca foi desbloqueado?Após separação, mulher descobre cobranças por móveis comprados pelo ex-companheiro e teme negativação: dívida do casal é sempre dividida?O banco pode enviar cartão de crédito que o consumidor nunca pediu?Como descobrir se existem chaves Pix cadastradas no seu CPF sem você saber?Como transferir uma chave Pix para outro banco sem perder o cadastro?Pix foi debitado, mas não chegou ao destinatário: o que fazer?Como cancelar uma autorização de Pix Automático no aplicativo do banco?

ADI 7965 questiona recurso autônomo do assistente simples

STF analisa ADI 7965 no rito da Lei 9.868/1999. PT questiona CPC (arts. 121 a 123) e pede recurso autônomo em eleições.

STF ADI 7965 assistente simples recurso autônomo Justiça Eleitoral
Imagem gerada por IA — STF ADI 7965 assistente simples recurso autônomo Justiça Eleitoral

O Partido dos Trabalhadores (PT) ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7965, distribuída ao ministro Cristiano Zanin, para suspender decisões e interpretações da Justiça Eleitoral que restringem recurso autônomo do assistente simples em processos eleitorais.

O pedido mira a forma como os artigos 121 a 123 do Código de Processo Civil (CPC) vêm sendo aplicados à esfera eleitoral, com impacto direto em mandatos obtidos pelo voto.

PT pede no STF suspensão de decisões da Justiça Eleitoral sobre assistente simples

O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou no STF a ADI 7965 para questionar restrições impostas à apresentação de recurso autônomo por assistente simples em processos eleitorais.

A ação foi distribuída ao ministro Cristiano Zanin.

Segundo a legenda, a jurisprudência e as interpretações adotadas na Justiça Eleitoral impedem que o assistente simples recorra de forma independente, o que, na avaliação do partido, compromete a ampla defesa e a soberania popular.

CPC define assistente simples como terceiro; PT contesta aplicação automática no processo eleitoral

De acordo com o Código de Processo Civil (CPC), o assistente simples é um terceiro que ingressa em um processo já existente para auxiliar uma das partes (autor ou réu), por ter interesse em uma decisão favorável.

No entendimento do PT, os artigos 121 a 123 do CPC vêm sendo aplicados de modo que subordina a atuação do assistente à vontade da parte principal.

Na prática, isso pode impedir que o assistente simples apresente recurso autônomo quando o assistido decide não recorrer.

Agremiação sustenta inconstitucionalidade parcial ou interpretação conforme para permitir recurso do assistente

O PT questiona a aplicação dos artigos 121 a 123 do CPC, defendendo que a regra foi pensada para disputas de natureza patrimonial e não pode ser aplicada automaticamente ao processo eleitoral.

O partido sustenta que, no processo eleitoral, as decisões afetam diretamente mandatos obtidos pelo voto popular.

Entre os efeitos apontados pelo PT, estão a possibilidade de perda de mandato e a alteração de quociente eleitoral.

Com isso, a legenda pede que o STF reconheça a inconstitucionalidade parcial dos dispositivos do CPC ou, alternativamente, que os interprete de forma a assegurar ao assistente simples, em processos eleitorais, o direito de recorrer de modo autônomo quando houver impacto direto sobre mandato eletivo.

Ministro Cristiano Zanin aplica rito da Lei 9.868/1999 e pede informações ao Congresso e à Presidência

O ministro Cristiano Zanin determinou o processamento da ADI 7965 pelo rito do artigo 12 da Lei das ADIs (Lei 9.868/1999).

Esse procedimento permite o envio do processo diretamente para julgamento do mérito pelo Plenário do STF.

Na decisão, o ministro também solicitou informações ao Congresso Nacional e à Presidência da República.

Após esse passo, a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República terão prazo para se manifestar.

O que a ADI 7965 pode mudar na prática da Justiça Eleitoral

A ação do PT coloca em debate a possibilidade de o assistente simples interpor recurso autônomo em matéria eleitoral mesmo quando o assistido não recorre.

O tema é relevante para casos em que as decisões repercutem diretamente sobre mandato eletivo e sobre a dinâmica de recursos na Justiça Eleitoral.

Como a ADI está no rito que encaminha o processo ao mérito pelo Plenário, a definição do STF tende a orientar a condução de futuros recursos envolvendo assistente simples.

O Smart Jur é um portal de notícias jurídicas que acompanha as decisões do STF e do STJ, as mudanças na legislação e os temas que afetam o dia a dia do cidadão e dos profissionais do Direito: previdenciário, civil, trabalho, tributário, consumidor, trânsito, penal e Exame da OAB. Os conteúdos são produzidos com base em fontes oficiais, em linguagem clara e acessível. Saiba mais sobre o Smart Jur ou fale com a redação.