O que é custo efetivo total (CET) e onde ele deve aparecer no empréstimo?

O CET mostra o custo total do crédito, incluindo encargos além dos juros. Saiba onde consultar e como comparar propostas bancárias.

Cena documental de consumidor brasileiro relacionada a o que é custo efetivo total (cet) e onde ele deve aparecer no empréstimo, explicação do SmartJur
Entenda as regras sobre o que é custo efetivo total (cet) e onde ele deve aparecer no empréstimo e os cuidados necessários antes de reclamar.

BRASÍLIA/DF — Dois bancos oferecem um empréstimo com a mesma taxa de juros anunciada, mas o valor final a pagar é diferente. O que explica a diferença? Muitas vezes, o Custo Efetivo Total (CET). Esse indicador reúne o custo da operação em uma medida padronizada e ajuda o consumidor a comparar propostas sem ficar restrito ao percentual de juros destacado na propaganda.

O que entra no CET?

A regulamentação do Banco Central estabelece que o cálculo considera os fluxos financeiros e os encargos da operação, como juros, tarifas e outros custos cobrados do cliente quando aplicáveis. O artigo 54-B do CDC exige informação prévia e adequada sobre o CET e seus componentes na oferta de crédito. O indicador é expresso em taxa percentual anual, conforme a legislação, permitindo uma comparação mais completa.

Onde o banco precisa informar o custo?

As informações obrigatórias devem aparecer de modo claro e resumido no contrato, na fatura ou em instrumento separado de fácil acesso, observadas as regras do serviço. O consumidor deve saber, antes de contratar, a taxa efetiva mensal, o CET, o valor das prestações e a soma total a pagar. Se esses dados não estiverem localizáveis, peça o documento antes de aceitar a proposta ou confirmar uma assinatura eletrônica.

Taxa de juros e CET são iguais?

Não necessariamente. A taxa de juros remunera o crédito, enquanto o CET busca refletir outros custos associados à operação. Um financiamento com juros nominalmente menores pode ter CET superior quando inclui despesas relevantes. Ao comparar empréstimos, considere valores líquidos recebidos, prazo, prestações, custo total e eventuais seguros facultativos. Não escolha apenas pela publicidade de “taxa a partir de”.

O CET pode mudar depois do contrato?

O valor apresentado se refere às condições e premissas da operação ofertada ou contratada. Alterações posteriores, como renegociação, aditivos ou variações previstas, exigem análise dos termos específicos. Guarde a simulação inicial para confrontá-la com o contrato final. Se houver diferença substancial não explicada, peça detalhamento e registre a divergência.

Como usar esse indicador na prática?

Compare propostas do mesmo valor e prazo, observe o montante efetivamente depositado e não aceite serviços extras sem compreender a influência sobre o custo. Uma prestação menor obtida apenas por alongamento do prazo não significa empréstimo mais barato. Em caso de dúvida, peça ao banco simulação com todas as parcelas e encargos antes de contratar.

Fontes oficiais consultadas:

1. Presidência da República — Código de Defesa do Consumidor
2. Banco Central — Resolução CMN nº 4.881/2020 sobre Custo Efetivo Total
3. Presidência da República — Lei nº 14.181/2021, regras de crédito ao consumidor

Conteúdo informativo elaborado com base na legislação e nas orientações oficiais disponíveis em 2 de novembro de 2026. Regras e práticas das instituições podem ser atualizadas. A solução depende do contrato, das provas e das particularidades do caso. A reportagem não substitui orientação jurídica individualizada.

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